No Morro da Conceição
Ela desce coberta de flores
E onde pisa outro chão se revela
Já nasceu de uma vez mar e pérola
No Morro da Conceição
Nunca é tarde demais pra saber
Super nova batida da dança
Do tambor que se chama esperança
Todos juntos no barco do tempo
Quem no morro chegou
Quem no morro passar
Só quem sobe é quem leva
Leva um pedaço de nuvem
Quando o morro quebrou
O machado do mar
E subiu tão bonito
Quase rasgando o infinito
No azul mais azul que se pode tocar
Conceição
A água dos trabalhadores
Farol de rocha que encandeia
A rota dos navegadores
Conceição
O travesseiro da cidade
Cortar o pão da ventania
Comer na mão da liberdade
Conceição
Ninguém apaga a tua história
Escrita por tuas guerreiras
Na tinta negra da memória
CAAF/UNIFESP - Pesquisa e formação em direitos humanos
O Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp) é uma instituição multidisciplinar e desenvolve pesquisa e formação em direitos humanos, buscando evidências da violência institucional e fazendo análises com a parceria dos movimentos ou sujeitos em situação de luta
terça-feira, 18 de junho de 2019
DA LAMA AO CAOS
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu ví um chié andando devagar
E um aratu pra lá e pra cá
E um caranguejo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei um balaio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
"Aí minha véia, deixa a cenoura aqui
Com a barriga vazia não consigo dormir"
E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu ví um chié andando devagar
E um aratu pra lá e pra cá
E um caranguejo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei um balaio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
"Aí minha véia, deixa a cenoura aqui
Com a barriga vazia não consigo dormir"
E com o bucho mais cheio começei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
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